
Toto Wolff alerta F1 para não abandonar eletrificação em meio a discussões sobre retorno do V8
Por que importa
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, reacendeu a esperança dos fãs ao declarar que os motores V8 podem voltar à F1 em 2030 ou 2031, com eletrificação mínima. Toto Wolff, chefe da Mercedes, admite que adora o ronco dos V8, mas alerta: se a categoria abdicar totalmente da energia elétrica, ficará desconectada da realidade do mundo automotivo.
Os detalhes
A F1 abandonou os V8 em 2013 para adotar os híbridos V6 turbo, sacrificando parte da paixão sonora das pistas. Ben Sulayem garante que, pelas regras atuais, a FIA poderá impor a mudança em 2031 sem votos dos fabricantes de unidades de potência. O alvo, porém, é antecipar para 2030. O novo formato teria "muito, muito pouca" eletrificação, longe do atual equilíbrio próximo de 46-54.
Wolff, em Miami, deixou claro que a Mercedes está aberta a novas regulamentações. "Amamos os V8, são puramente Mercedes, giram altíssimo", disse. Mas ponderou: "Se formos 100% combustão, podemos parecer ridículos em 2030 ou 2031". A solução, na visão do austríaco, é um "motor espetacular", talvez com 800 cv do motor a combustão e mais de 400 cv elétricos.
Ele descartou mudanças radicais no curto prazo, mas se mostrou favorável a ajustes no médio prazo. Especialmente no aumento do modo de reta (SM modes). "Precisamos de muito mais velocidade nas retas. Temos de ter coragem para isso."
O que vem aí
Grandes alterações no regulamento de motores só devem acontecer após 2030. Enquanto isso, a categoria pode discutir ajustes técnicos de médio prazo para melhorar o espetáculo. A Mercedes lidera os dois campeonatos: Kimi Antonelli soma 100 pontos, George Russell 80, e a equipe abre 70 pontos de vantagem sobre a Ferrari.
Artigo original :https://www.planetf1.com/news/v8-return-toto-wolff-fia-electrification-warning






