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Pilotos da F1 enfrentam largadas "complicadas" em 2026 devido a novas regras de unidade de potência

Pilotos da F1 enfrentam largadas "complicadas" em 2026 devido a novas regras de unidade de potência

Resumo
As novas regras de 2026 removem o MGU-H, tornando as largadas muito mais complexas. Pilotos precisam acelerar o motor manualmente para girar o turbo, enfrentam restrições no uso da bateria e relatam que o procedimento é "uma bagunça". Isso pode aumentar erros e mudar estratégias de corrida.

Os pilotos de F1 estão lidando com largadas significativamente mais complexas e potencialmente caóticas sob os regulamentos de 2026. A remoção de um componente-chave do híbrido força novos procedimentos e ameaça as arrancadas instantâneas do passado. As mudanças fizeram com que o atual campeão Lando Norris chamasse o processo de "muito mais complicado", e o novato Gabriel Bortoleto descrevesse as largadas de treino como "uma verdadeira bagunça" em comparação com as saídas suaves de antes.

Por que isso importa:

As largadas são um dos momentos mais críticos e visíveis de um Grande Prêmio, oferecendo as melhores oportunidades de ultrapassagem e frequentemente ditando a ordem inicial da corrida. Uma mudança fundamental em seu funcionamento pode introduzir mais variabilidade e erros, alterando as estratégias de corrida e potencialmente beneficiando os pilotos que dominarem a nova técnica mais rápido que seus rivais.

Os detalhes:

  • O problema central decorre da remoção do MGU-H (Motor Generator Unit-Heat). Este componente atuava anteriormente como um "giratório de compressão", usando gases quentes do escapamento para gerar energia elétrica e eliminar o turbo lag, permitindo aceleração instantânea quando as luzes se apagavam.
  • Novo Procedimento de Largada: Sem o MGU-H, os pilotos agora devem acelerar manualmente seus motores muito mais alto e por mais tempo — cerca de 10 segundos — após engatar a embreagem, para girar o turbo e superar o lag antes de soltar o carro.
  • Dilema do Gerenciamento da Bateria: A alternativa, usar o MGU-K (que converte energia cinética) para preencher a lacuna de potência, é severamente restrita. Os regulamentos proíbem seu uso para preparar o turbo no grid, e ele só pode ser acionado após o carro atingir 80 km/h. Mesmo assim, usar a energia da bateria para uma melhor largada drena a carga necessária para o resto da volta, criando um trade-off estratégico.
  • Feedback dos Pilotos: Os pilotos universalmente acham o novo processo desafiador. Bortoleto admitiu perder a conta durante o procedimento, enquanto Valtteri Bottas destacou uma preocupação específica para pilotos cumprindo penalidades no grid, questionando se há tempo suficiente para girar o turbo corretamente a partir do fundo do grid.

O que vem a seguir:

Os pilotos esperam dedicar um tempo significativo de treino para aperfeiçoar as largadas durante os testes pré-temporada no Bahrein. Embora Bottas acredite que "vamos encontrar soluções e isso se tornará mais consistente", o verdadeiro teste virá no Grande Prêmio da Austrália, que abre a temporada em março. A nova complexidade pode levar a largadas mais variadas e menos perfeitas, adicionando um elemento imprevisível aos primeiros segundos de cada corrida. As equipes também precisarão desenvolver procedimentos de rádio claros para guiar os pilotos durante a fase crítica pré-largada.

Artigo original :https://www.motorsport.com/f1/news/why-race-starts-may-be-chaotic-in-early-round...

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