
Zak Brown reitera oposição a equipes A/B enquanto Mercedes negocia compra de participação na Alpine
Por que isso importa
Brown afirma que as equipes A/B comprometem a justiça esportiva da F1. À medida que dinheiro e tecnologia se concentram, um único grupo controlando várias equipes pode afastar os fãs que esperam ver dez construtores realmente independentes disputando cada domingo.
Os detalhes
- A crítica não é nova, mas ganhou força com a possível entrada da Mercedes na Alpine e com incidentes recentes envolvendo relações A/B.
- O Grande Prêmio de Singapura de 2024 ilustra o ponto: Daniel Ricciardo, da Racing Bulls, usou um último stint em pneus macios para garantir o ponto da volta mais rápida, tirando-o de Lando Norris, da McLaren, que lutava com Max Verstappen pelo título.
- Além da pista: Brown lembra a polêmica do "Pink Mercedes" em 2020, quando a então Racing Point (agora Aston Martin) trocava funcionários e propriedade intelectual com Ferrari‑Haas, criando uma vantagem financeira e esportiva que ele considera injusta.
- Analogia à Premier League: ele pede que os fãs imaginem dois clubes de futebol pertencentes ao mesmo grupo jogando um contra o outro, com um deles lutando contra o rebaixamento – situação que, segundo ele, a F1 corre a viver.
- Definindo limites: para Brown, a única colaboração aceitável são os acordos de fornecimento de motores; todas as onze equipes devem operar o mais independente possível para preservar a credibilidade do esporte.
O que vem a seguir
As negociações da Mercedes para adquirir 24 % da Alpine serão o primeiro teste prático. Se o acordo avançar, outro grande fabricante terá influência sobre múltiplas equipes, intensificando o debate. A oposição vocal de Brown garante que a questão da co‑propriedade de equipes permanecerá no centro das discussões da FIA e da FOM, que deverão definir regras mais claras para salvaguardar a integridade competitiva.
Artigo original :https://www.planetf1.com/news/zak-brown-ab-teams-criticism-mercedes-alpine-stake...





