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Zak Brown descarta reclamações sobre motor Mercedes como 'politicagem típica da F1'

Zak Brown descarta reclamações sobre motor Mercedes como 'politicagem típica da F1'

Resumo
Zak Brown, da McLaren, chamou as queixas sobre o motor Mercedes de 'politicagem típica da F1', defendendo sua legalidade. A polêmica sobre a taxa de compressão testa os limites da inovação regulatória, com a FIA buscando uma solução antes de 2026.

O CEO da McLaren, Zak Brown, rotulou a controvérsia em torno da taxa de compressão da unidade de potência da Mercedes como "a politicagem típica da Fórmula 1", defendendo a legalidade do motor e minimizando qualquer vantagem de desempenho significativa. A disputa centra-se na crença dos fabricantes rivais de que a Mercedes explora uma brecha regulatória, mas Brown afirma que a unidade de potência está totalmente em conformidade e passou em todos os testes da FIA.

Por que isso importa:

Esta rejeição pública do CEO de uma equipe cliente chave da Mercedes ressalta a dimensão política dos regulamentos técnicos na F1. Destaca a tensão entre a inovação dentro das regras e a percepção de justiça, um tema recorrente que pode influenciar mudanças regulatórias e a dinâmica entre as equipes. O resultado pode estabelecer um precedente para como a FIA gerencia interpretações técnicas na nova era dos motores.

Os detalhes:

  • O cerne da questão é a taxa de compressão do motor V6, oficialmente limitada a 16:1 e medida pela FIA em condições frias e estáticas. As rivais Audi, Honda e Ferrari suspeitam que a Mercedes projetou uma forma de aumentar efetivamente essa taxa sob condições quentes de funcionamento para obter um ganho de potência.
  • Brown apoiou firmemente a Mercedes High Performance Powertrains (HPP), afirmando que o motor está "totalmente em conformidade com as regras" e comparando a situação a inovações passadas como os difusores duplos.
  • Ele contra-argumentou diretamente as narrativas rivais, dizendo: "Não acredito que haja uma vantagem significativa como está sendo representada pela competição", atribuindo o alvoroço à jogada competitiva.
  • A FIA e o Comitê Consultivo de Unidades de Potência estão discutindo possíveis contramedidas, como realizar testes em motores aquecidos ou adicionar sensores. No entanto, qualquer mudança de regra requer uma votação de supermaioria dos fabricantes, da FIA e da FOM.

O que vem a seguir:

A FIA visa resolver o assunto antes da temporada de 2026 para evitar uma controvérsia prolongada. Mudanças imediatas antes da abertura da temporada em Melbourne parecem improváveis, pois poderiam exigir modificações complexas da Mercedes. Brown expressou confiança de que todas as equipes com motor Mercedes, incluindo McLaren, Williams e Alpine, estarão no grid na Austrália, descartando qualquer especulação em contrário. As discussões continuarão a portas fechadas, testando o processo de governança e o equilíbrio entre a engenhosidade técnica e os regulamentos esportivos.

Artigo original :https://www.motorsport.com/f1/news/compression-ratio-saga-typical-politics-of-f1...

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