
FIA proíbe tática de potência no qualificativo usada por Mercedes e Red Bull
A FIA agiu para fechar uma brecha técnica explorada pela Mercedes e Red Bull, proibindo um procedimento específico que permitia que eles usassem a potência elétrica máxima do MGU-K na reta final durante voltas de classificação. A tática, que envolvia acionar um modo de desligamento de emergência do sistema híbrido, foi considerada uma violação do espírito do regulamento, apesar de aderir estritamente à sua letra. O órgão regulador agiu com base em questões de segurança após a Ferrari levantar preocupações sobre os diferenciais de velocidade significativos que isso criava na pista.
Por que é importante:
Esta intervenção destaca o contínuo jogo de gato e rato entre as equipes de F1 e os reguladores na guerra de desenvolvimento hipercompetitiva. Fechar essa brecha preserva o equilíbrio de desempenho pretendido ditado pelas regras de implantação de energia e aborda uma preocupação genuína de segurança. Também ressalta como ganhos marginais, medidos em meros centésimos de segundo, são ferozmente contestados na classificação, onde a posição no grid é primordial.
Os detalhes:
- O regulamento técnico exige que a implantação de energia elétrica nas retas seja reduzida linearmente em 50 kW por segundo.
- Mercedes e Red Bull exploraram uma cláusula que permite um desligamento completo do MGU-K em caso de falha, usando este modo de "emergência" para contornar a redução linear e ter potência total até a linha de chegada.
- Existia uma salvaguarda: uma vez acionado, o MGU-K não poderia ser reativado por 60 segundos. Isso impedia o uso durante as corridas, mas era irrelevante no qualificativo, pois o período de penalidade ocorria na volta lenta de retorno aos boxes.
- A Ferrari alertou a FIA sobre a tática, observando que ela criava diferenças de velocidade perigosas entre carros em voltas rápidas e aqueles em voltas de saída preparando seus pneus.
- A decisão da FIA foi reforçada por um incidente de segurança envolvendo Oliver Bearman e Franco Colapinto, demonstrando o risco real de tais disparidades de velocidade.
O panorama geral:
Este episódio é um microcosmo do tema central da temporada de 2024: a ultra-otimização do gerenciamento de energia. Todas as equipes estão refinando algoritmos complexos que controlam a energia elétrica da Power Unit, buscando qualquer vantagem permitida. A proibição reforça que a FIA agirá para manter a integridade esportiva e a segurança, mesmo contra interpretações inteligentes das regras. Enquanto isso, equipes como a Ferrari estão fortalecendo seus departamentos técnicos — tendo recentemente contratado um especialista da equipe de Fórmula E da Nissan — para navegar melhor neste complexo campo de batalha de software e gerenciamento de energia enquanto se preparam para futuras atualizações.
Artigo original :https://racingnews365.com/why-the-fia-banned-latest-mercedes-and-red-bull-f1-loo...






