
Explicada a Inovação Radical da Ferrari na Asa Traseira: Sistema de DRS que Gira 180 Graus
A Ferrari capturou a atenção do paddock da Fórmula 1 com um design radical de asa traseira visto durante os testes pré-temporada no Bahrein. O sistema apresenta um flap que gira 180 graus completos nas retas, funcionando mais como uma asa de avião para criar uma redução drástica no arrasto aerodinâmico. Esta interpretação inovadora do regulamento pode fornecer uma vantagem significativa na economia de energia nos circuitos mais rápidos do calendário.
Por que é importante:
No mundo ultracompetitivo da F1, ganhos aerodinâmicos marginais são ferozmente perseguidos. A solução da Ferrari representa uma nova abordagem para um desafio antigo: reduzir o arrasto nas retas sem comprometer o downforce nas curvas. Se for eficaz e confiável, pode mudar o perfil de desempenho da equipe em pistas de alta velocidade, impactando o gerenciamento de energia e a estratégia geral de corrida.
Os detalhes:
- A inovação central é uma rotação de 180 graus no sentido horário do flap da asa traseira quando o DRS é ativado, colocando-o em uma posição oposta à sua configuração normal de corrida.
- Isso cria um vão muito maior entre o plano principal da asa e o flap do que uma abertura padrão de 90 graus, levando a uma redução de arrasto mais significativa.
- Efeito de Sustentação Aerodinâmica: Em seu estado rotacionado, o flap imita o perfil de uma asa de avião, gerando leve sustentação. Isso eleva imperceptivelmente a traseira do carro, aumentando a seção de expansão do difusor.
- Induzindo o "Stall" do Difusor: O ângulo elevado aumenta o "ângulo de ataque" do difusor, fazendo com que o fluxo de ar por baixo se separe ou entre em "stall". Isso descarta o arrasto gerado pelo próprio difusor, potencializando a redução geral de arrasto.
- O benefício principal não é apenas a velocidade máxima, mas a energia reduzida necessária para propelir o carro a uma determinada velocidade, o que é crucial para gerenciar o uso da energia elétrica e as fases de "lift-and-coast".
O que vem a seguir:
O verdadeiro valor competitivo deste sistema só será revelado em condições de corrida.
- Sua vantagem variará de acordo com o circuito, com pistas rápidas como Monza, Spa, Jeddah e Las Vegas provavelmente oferecendo o maior retorno potencial em economia de energia.
- Uma questão-chave é se os rivais podem desenvolver rapidamente um conceito similar ou se a FIA irá examinar sua legalidade, embora relatórios iniciais sugiram que é uma interpretação inteligente, mas legal, do regulamento.
- Para a Ferrari, isso sinaliza uma direção de engenharia ousada e inovadora, enquanto buscam cada vantagem possível para desafiar na frente do grid em 2024.
Artigo original :https://racingnews365.com/ferrari-bizarre-new-rear-wing-explained






