
Greve de strippers ameaça o fim de semana do GP do Canadá na F1
Um grupo de strippers de Montreal, organizado pelo Comitê Autônomo de Trabalho Sexual (SWAC), entrará em greve no sábado, 23 de maio — dia da corrida sprint e da classificação do GP do Canadá. A paralisação visa os donos de clubes no período mais lucrativo da F1, com expectativa de público recorde de 352 mil pessoas este ano.
Por que isso importa:
A greve usa o holofote global da F1 para destacar disputas trabalhistas na indústria do sexo. As dançarinas argumentam que são classificadas erroneamente como autônomas e enfrentam condições inseguras, incluindo violência, discriminação e taxas abusivas — questões que frequentemente passam despercebidas.
Os detalhes:
- Data da greve: Sábado, 23 de maio, coincidindo com a sprint e a classificação no Circuito Gilles Villeneuve.
- Principais reivindicações: Fim da violência no local de trabalho, ambiente saudável, escalas justas e reconhecimento como empregadas com direitos.
- Práticas exploratórias: O SWAC afirma que os clubes elevam a taxa de entrada para US$ 110 por noite durante a F1, sobrelotam as dançarinas e impõem multas arbitrárias. Um clube lucrou cerca de US$ 33 mil apenas com taxas de entrada de 60 dançarinas em cinco noites em 2025.
- Objetivo maior: O grupo busca combater narrativas antissexo e demonstrar o poder de ação das trabalhadoras por meio da ação coletiva.
O que vem a seguir:
A greve pode afetar as opções de entretenimento dos espectadores e pressionar os donos de clubes a negociar. Enquanto isso, o GP do Canadá segue conforme o planejado, com o líder do campeonato Kimi Antonelli (Mercedes) ostentando uma vantagem de 20 pontos sobre o companheiro de equipe George Russell. A ação adiciona uma dimensão extra à pista a um fim de semana já cheio de tensão.
Artigo original :https://www.planetf1.com/news/canadian-grand-prix-2026-strike-strippers





