
Audi mostra flexibilidade sobre a divisão 50/50 de energia nos motores F1 de 2026
Resumo
Audi diz não estar presa ao split 50/50, abrindo espaço para ajustes regulatórios antes de 2026; primeiras mudanças podem chegar ao GP de Miami.
Por que isso importa
- O split 50/50 entre energia elétrica e motor a combustão foi um dos argumentos para atrair novas montadoras, como a Audi. Ao abrir mão desse número fixo, a Audi elimina um obstáculo político e permite que a discussão se concentre em soluções técnicas. Encontrar o equilíbrio certo garante carros de 2026 competitivos, seguros e emocionantes desde a primeira corrida.
Os detalhes
- Reunião crucial na segunda‑feira: equipes, fabricantes de unidades de potência, FIA e a direção da F1 se encontrarão para definir um conjunto de ajustes regulatórios que resolvam os problemas iniciais de 2026.
- Propostas em pauta: aumento da potência de “super clipping” para 350 kW, redução da energia recuperável por volta e revisão das regras de aerodinâmica ativa.
- Objetivos principais: controlar velocidades de fechamento potencialmente perigosas e melhorar a qualidade das corridas e das sessões de qualificação.
- Posição da Audi: Mattia Binotto, líder do projeto F1 da Audi, esclareceu que a marca não participou da decisão original do split 50/50. A Audi entrou para buscar motores de alta eficiência, combustível sustentável, alta eletrificação e a eliminação do complexo MGU‑H.
- Impacto competitivo: qualquer mudança favorecerá alguns projetos em detrimento de outros. A Mercedes pode resistir a ajustes que anulem suas vantagens de potência, enquanto a Ferrari quer preservar sua forte partida nas corridas.
Próximos passos
- Chegar a um acordo será difícil devido aos interesses concorrentes, mas a postura pragmática da Audi traz esperança de um debate focado em soluções.
- Binotto alertou que transformar a discussão em questão “política” seria um erro, pedindo cooperação para a saúde do esporte, mesmo que alguns ajustes afetem equipes de forma diferente.
- O chefe da Ferrari, Fred Vasseur, concordou que ajustes são necessários para o espetáculo, mas reconheceu que cada mudança mínima altera o equilíbrio competitivo, dificultando o consenso.
- Se aprovado, o primeiro conjunto de ajustes pode entrar em vigor já no GP de Miami, com outras mudanças possivelmente surgindo antes da pausa de verão, preparando o caminho para a temporada 2026.
Artigo original :https://www.the-race.com/formula-1/audi-not-against-f1-ditching-key-2026-pillar-...






