Últimas Notícias F1

Por que a F1 não pode simplesmente banir os algoritmos odiados pelos pilotos?

Por que a F1 não pode simplesmente banir os algoritmos odiados pelos pilotos?

Resumo
Pilotos criticam algoritmos de energia, mas a FIA alerta que o controle manual total levaria a gastos excessivos e baterias gigantes. A solução virá com a nova proporção de potência para 2028, simplificando a gestão.

Oscar Piastri não é o único a dizer que a implantação de energia gerenciada por algoritmos é uma "maneira péssima de correr". No entanto, a FIA insiste que banir esses sistemas e dar controle total aos pilotos não é a solução simples que o paddock imagina. Nikolas Tombazis, diretor de carros de cockpit único da FIA, rebateu as exigências por 100% de autoridade do piloto, alertando que o controle manual irrestrito causaria offsets de bateria ainda piores e uma corrida armamentista de desenvolvimento caríssima.

Por que isso importa

A frustração cresce no grid à medida que algoritmos de aprendizado de máquina ditam cada vez mais quando e onde a energia elétrica é liberada, especialmente em qualificações e corridas como o GP da Bélgica. Os pilotos sentem que estão perdendo o protagonismo sobre seus próprios resultados justamente no momento em que as regulamentações de 2026 amplificaram a influência do componente elétrico. O debate toca em uma tensão central da F1 moderna: quanto controle direto um piloto deve ter quando a unidade de potência se tornou tão complexa?

Os detalhes

  • O problema da saída de curva: Tombazis argumenta que, sem as travas algorítmicas, os pilotos simplesmente despejariam toda a energia elétrica nas saídas de curva para picos momentâneos de velocidade. Isso exageraria as lacunas de desempenho entre os carros em vez de reduzi-las.
  • Realidade do hardware: A FIA limita a implantação de energia, a recuperação e os deltas de estado de carga especificamente para evitar que as equipes construam baterias superdimensionadas. Sem as salvaguardas do software, o incentivo para criar unidades de potência mais pesadas e volumosas seria inevitável.
  • Limitações humanas: Tombazis duvida que os pilotos conseguissem gerenciar racionalmente toda a rede de parâmetros de energia em tempo real enquanto pilotam no limite absoluto.
  • Ferramentas antigas, novos riscos: Esses algoritmos já existiam antes de 2026, mas o aumento da potência elétrica sob as regras atuais amplificou seu impacto nos resultados.

O que vem a seguir

A FIA visa uma divisão de 60/40 entre potência de combustão interna e elétrica até 2028, mudando o equilíbrio atual de aproximadamente 53/47. Tombazis está confiante de que esse rebalanceamento simplificará a gestão de energia e devolverá mais autoridade aos pilotos, embora Piastri já tenha aceitado que os algoritmos nunca desaparecerão completamente. Por enquanto, as fabricantes devem refinar seus códigos dentro dos limites regulatórios, enquanto os pilotos se adaptam a uma realidade onde o software continua no comando.

Artigo original :https://www.the-race.com/formula-1/why-f1-cannot-remove-algorithms-drivers-hate/

logoThe Race