
O Legado Destemido de Maria Teresa de Filippis, a Primeira Mulher a Correr na F1
No décimo aniversário de sua morte, lembramos de Maria Teresa de Filippis, uma verdadeira pioneira que quebrou a barreira de gênero da Fórmula 1 nos anos 1950. Embora suas estatísticas na carreira fossem modestas, sua entrada destemida na era mais perigosa do esporte criou um legado que transcende os recordes e continua a inspirar.
Por que isso importa:
A presença de De Filippis no grid foi uma declaração profunda em uma era profundamente dominada por homens e perigosa. Ela não apenas pilotou um carro de corrida; ela desafiou o sexismo difundido e provou que uma mulher poderia competir no mais alto nível do automobilismo, abrindo caminho para todas que a seguiram.
Os detalhes:
- O Início de uma Rivalidade: Sua carreira no automobilismo começou como uma resposta desafiadora às provocações de seus irmãos mais velhos, vendo sua primeira corrida em um Fiat 500 no final dos anos 1940.
- Enfrentando o Preconceito: Ela famosamente contou que foi impedida de participar do Grande Prêmio da França de 1958 por um diretor de prova que disse: "O único capacete que uma mulher deveria usar é o da cabeleireira". Fora isso, ela insistiu que enfrentou mais surpresa do que preconceito.
- A Escolha pela Maserati: Num ato definidor de independência, ela rejeitou a Ferrari pela Maserati. Ela disse diretamente a Enzo Ferrari que não queria ser "comandada" por ele, preferindo a atmosfera mais familiar da Maserati, onde também poderia correr com seu próprio carro.
- Guiada por uma Lenda: O pentacampeão Juan Manuel Fangio, cuja Maserati 250F ela pilotou, tornou-se seu mentor e "pai de corrida". O lendário argentino frequentemente a advertia sobre os riscos que ela corria na pista, preocupado que ela pudesse sofrer um acidente.
- Uma Carreira Interrompida: A trágica morte de seu amigo Jean Behra em 1959, parte de uma sucessão de acidentes fatais na época, a levou a se aposentar das corridas. Ela declarou: "Muitos amigos haviam morrido", e não conseguiu continuar após a perda.
Olhando para o futuro:
Nas décadas desde sua aposentadoria, apenas outra mulher, a italiana Lella Lombardi, iniciou um Grande Prêmio do Campeonato Mundial de F1. A história de De Filippis continua sendo um poderoso lembrete das barreiras que existiram e da imensa coragem necessária para quebrá-las, um legado que continua a informar a conversa em andamento sobre diversidade no automobilismo.
Artigo original :https://www.motorsport.com/f1/news/maria-teresa-de-filippis-f1s-first-ever-femal...






