
Russell elogia regulamento de 2026 após batalha épica no Canadá, mas contexto importa
George Russell perdeu a chance de vencer no Canadá devido a uma falha na unidade de potência, mas não antes de protagonizar uma emocionante disputa roda a roda com o companheiro de Mercedes, Kimi Antonelli. A dupla trocou de posições e se enfrentou por quase 30 voltas, levantando a torcida.
Depois da corrida, Russell foi enfático: “Adorei. Não via uma batalha assim desde Lewis e Nico no Bahrein 2014. Estes carros novos permitem isso. Estes motores novos permitem isso.”
Por que isso importa:
- O regulamento de 2026 (que aumenta a proporção de potência elétrica) vinha sendo criticado por criar ultrapassagens artificiais do tipo “vai-e-vem”. O elogio de Russell oferece um contraponto, mas o GP do Canadá foi um caso único.
O panorama geral:
- Especificidades da pista: O Circuito Gilles Villeneuve, com curvas curtas e zonas limitadas de recuperação de energia, reduziu o efeito “vai-e-vem”, tornando as ultrapassagens mais dependentes da habilidade do piloto e do acerto dos pneus.
- Temperaturas baixas: A baixa aderência deixou os carros mais nervosos, adicionando imprevisibilidade e forçando os pilotos a trabalharem mais para passar – um fator que favoreceu o regulamento.
- Paralelo histórico: A corrida de 2014 no Bahrein citada por Russell também foi marcada pela degradação dos pneus e pelo asfalto abrasivo, não pelo desempenho do motor. Na época, a reclamação principal era o barulho dos motores, não a qualidade da corrida.
- Posição da Mercedes: Wolff descreveu a corrida no Canadá como “específica do circuito” e pediu uma abordagem de “bisturi” nas mudanças de regras para 2027 – e não uma reformulação total.
O que vem a seguir:
- As conversas continuam entre FIA, equipes e fabricantes sobre possíveis ajustes nos motores para 2027. Pilotos como Verstappen alertaram que as regras atuais “não são viáveis” a longo prazo.
- A posição de Russell está alinhada ao apoio público da Mercedes ao regulamento, mas muitos no paddock seguem céticos. O verdadeiro teste virá em pistas como Mônaco ou Singapura, onde ultrapassar continua difícil independentemente do formato da unidade de potência.
Artigo original :https://www.motorsport.com/f1/news/why-george-russell-doesnt-want-to-see-the-202...




