
Mercedes apresenta asa traseira “quatro‑elementos” inovadora nos testes de Bahrein
Por que isso importa
No F1, cada ganho aerodinâmico conta. A Mercedes transformou a asa traseira em um perfil “quatro‑elementos”, buscando mais aderência nas curvas e menos arrasto nas retas. Se o conceito funcionar, pode dar vantagem real em circuitos que exigem compromisso entre grip e velocidade máxima e ainda inspirar rivais a explorar brechas regulatórias.
Os detalhes
- O novo segmento apareceu no W17 no terceiro dia de testes, após duas jornadas com a asa tradicional.
- A extensão diminuta fica na parte externa do final da asa, zona propensa a arrasto e separação de fluxo por diferenças de velocidade do ar.
- Função aerodinâmica: neutraliza o vórtice “cauda de galo”, que gera arrasto sem criar downforce, mantendo o fluxo aderido.
- Benefício de modo duplo: em curva, aumenta o downforce total; no modo DRS (reta), a peça permite maior “dump” de arrasto, potencializando a velocidade de pico.
- Contexto regulatório: as normas permitem até três elementos principais, mas detalhes do final‑plate ainda têm margem. O corte apresenta fenda visível e flap Gurney deslocado, sendo tecnicamente parte do final‑plate, não um novo elemento principal.
- Dimensão surpreendente: analistas observaram a asa mais alta, quase atingindo o limite da caixa regulatória, sinal de uma filosofia de design ousada.
O que vem a seguir
A eficácia será testada no Grande Prêmio de Bahrein, primeira corrida da temporada. As demais equipes observarão de perto; se houver contestações, a FIA poderá ser chamada a decidir sobre a legalidade. Essa inovação abre a guerra técnica de 2026, mostrando que a Mercedes está disposta a apostar em ideias arrojadas para recuperar o ritmo competitivo.
Artigo original :https://www.the-race.com/formula-1/mercedes-reveals-new-four-element-f1-rear-win...






