
Leclerc muda para discos de freio da Carbon Industrie para combater problemas de performance
Charles Leclerc está alterando sua estratégia de frenagem para o fim de semana de Barcelona, trocando os discos da Brembo, que utilizava há tempos, pela especificação da Carbon Industrie (CI). A mudança ocorre após diversas frustrações do monegasco em relação à estabilidade e ao "feeling" dos freios durante as etapas de Montreal e Mônaco.
Por que isso importa
A sensibilidade do freio é a base da confiança de um piloto. Para alguém como Leclerc, que opera no limite absoluto da aderência, qualquer inconsistência na mordida inicial ou a degradação térmica pode resultar em perda do ápice da curva ou travadas imprevisíveis. Embora a Brembo seja uma parceira chave da Ferrari, a sensação de um disco é altamente subjetiva e crítica para maximizar o tempo de volta, superando a fidelidade à marca em um campeonato de alto nível.
Os Detalhes
- Características Brembo: Opera idealmente entre 200°C e 900°C. Oferece consistência superior na primeira curva ou após Safety Cars, adequando-se a um estilo de frenagem mais progressivo, ideal para circuitos de baixa energia como Mônaco.
- Características Carbon Industrie (CI): Possui uma janela térmica maior (350°C a 1200°C). Isso permite que a equipe reduza a refrigeração dos freios, minimizando a penalidade aerodinâmica e aumentando o downforce geral.
- A Troca: Os discos CI são melhores para pilotos que atacam o freio com força e rapidez, embora exijam muito mais esforço para manter a temperatura nas voltas de aquecimento e de formação.
- Gestão de Energia: O desafio continua em equilibrar a frenagem por fricção física com a recuperação de energia no eixo traseiro, um equilíbrio delicado para otimizar as baterias sem comprometer a estabilidade.
O Cenário Amplo
Essa mudança evidencia a divergência de preferências técnicas na garagem da Ferrari. Enquanto a CI tem sido a referência para Lewis Hamilton desde o GP do Japão, Leclerc historicamente preferia a natureza progressiva da Brembo. No entanto, com as exigências técnicas para 2026, a necessidade de maiores limites térmicos e eficiência aerodinâmica está empurrando a equipe para o perfil agressivo da CI.
O que vem a seguir
Barcelona será o teste definitivo. Se Leclerc encontrar sinergia imediata com o hardware da CI, isso pode sinalizar uma mudança permanente em seu acerto para circuitos de alta energia, potencialmente fechando a diferença de performance e estabilizando sua confiança em zonas de frenagem forte.
Artigo original :https://www.the-race.com/formula-1/f1-brakes-brembo-carbon-industrie-charles-lec...





