
Chefe da Haas, Komatsu, relembra descrença na sobrevivência milagrosa de Grosjean no GP do Bahrein de 2020
O chefe de equipe da Haas, Ayao Komatsu, abriu seu coração sobre o traumático Grande Prêmio do Bahrein de 2020, quando viu seu amigo e piloto Romain Grosjean sobreviver a um acidente horrível e incendiário. Em uma recordação crua, Komatsu admite que inicialmente acreditou ser impossível Grosjean estar vivo depois que seu carro se partiu ao meio e foi engolido pelas chamas.
Por que é importante:
O acidente de Grosjean permanece como um dos incidentes mais chocantes da história moderna da F1, um testemunho visceral do perigo inerente ao esporte. O relato pessoal de Komatsu, na perspectiva de um líder de equipe e amigo próximo, ressalta o profundo impacto humano para além das lições de engenharia e segurança aprendidas. Destaca o custo emocional para a equipe unida que testemunha tais eventos em primeira mão.
Os detalhes:
- Komatsu, então diretor de engenharia de pista da Haas, descreveu o momento da percepção no muro dos boxes. "No minuto em que percebi que era o Romain, obviamente pensei ‘ele não pode estar vivo’. Ele é meu amigo, sabe? Ele é meu piloto, mas é meu amigo", compartilhou, com a voz trêmula durante o relato no podcast.
- Ele não viu Grosjean escapar na transmissão. A confirmação veio apenas quando um engenheiro de corrida gritou no interfone: "O Romain saiu".
- Uma verificação necessária: Mesmo depois de ver a fuga na TV, Komatsu precisou de prova física. Ele correu para o centro médico antes de Grosjean ser transportado de helicóptero para o hospital. "Eu simplesmente ainda não conseguia compreender que ele estava vivo. Eu só queria – precisava vê-lo com meus próprios olhos", disse, observando que Grosjean deu um sinal de positivo com o polegar.
- O aftermath arrepiante: O chassis foi posteriormente devolvido à equipe. Komatsu relembrou o cheiro avassalador de borracha butílica queimada e a visão sóbria da célula de sobrevivência destruída. "Não dá para imaginar que alguém possa sair vivo disso", afirmou.
- Pé preso: Ele revelou um detalhe angustiante: o sapato de corrida de Grosjean ainda estava preso atrás do pedal. O piloto teve que se puxar de volta para o cockpit em chamas para ganhar alavancagem e libertar seu pé esquerdo preso, antes de se arrastar para fora, colocando a mão nas chamas do halo para se impulsionar.
O que vem a seguir:
Romain Grosjean sofreu queimaduras nas mãos, mas saiu caminhando do impacto de 67G. Ele se recuperou completamente e fez a transição para uma carreira de sucesso na IndyCar, onde agora atua como piloto reserva da Prema Racing. O chassis queimado está preservado e em exibição na Exposição de Fórmula 1 em Viena, um monumento permanente aos avanços de segurança que salvaram sua vida e ao momento que mudou para sempre as perspectivas daqueles envolvidos.
Artigo original :https://www.motorsport.com/f1/news/he-cannot-be-alive-ayao-komatsu-relives-the-m...





