
Ferrari 'deu de ombros' à recusa de Hamilton ao simulador, diz Smedley
A decisão de Lewis Hamilton de abandonar os treinos no simulador deixou parte da Ferrari intrigada, segundo o ex-engenheiro de corrida Rob Smedley. Ao perguntar na garagem de Maranello sobre a abordagem incomum do heptacampeão, Smedley disse que recebeu “ombros sendo erguidos” como resposta. Hamilton já soma dois pódios nesta temporada — ambos em fins de semana em que pulou o simulador.
Por que isso importa:
A escolha de Hamilton desafia o dogma da F1 moderna de que simuladores são essenciais para a preparação dos pilotos. Se ele continuar tendo sucesso sem eles, pode levar outros veteranos — e até pilotos mais jovens — a repensar como gastam seu tempo antes das corridas. Para a Ferrari, já sob pressão para entregar resultados, ter um piloto que confia mais no instinto do que nos dados pode ser uma força ou uma fonte de tensão.
Os detalhes:
- Rob Smedley, ex-engenheiro da Ferrari de Felipe Massa, revelou no podcast High Performance que conversou com vários membros da equipe sobre o boicote de Hamilton ao simulador: “Ele se recusou a ir fazer o trabalho no simulador no Canadá… ele acha que o simulador o estava levando para direções que ele não gostava.”
- O primeiro pódio de Hamilton em 2026 veio em Xangai, a primeira corrida em que ele pulou o simulador. Ele repetiu o feito em Montreal, seu segundo top-3 desde que chegou à Ferrari.
- Hamilton explicou após o Canadá: “Em todos os campeonatos anteriores, exceto provavelmente 2008, eu não usei simulador. Não é uma necessidade… Sou da velha escola. Provavelmente sou melhor sem ele.”
- No entanto, ele acrescentou que o simulador ainda é útil para correlação de dados pós-corrida, ajudando a identificar limitações do carro — só não como ferramenta de preparação.
Entrelinhas:
A postura de Hamilton é uma aposta que prioriza a sensação sobre a simulação. Ao se recusar a deixar o mundo virtual influenciar sua pilotagem, ele mantém uma conexão pura com o SF-25. Os dois pódios são uma amostra pequena, mas validam sua crença. Para uma equipe como a Ferrari, que investiu pesado em tecnologia de simulador, é um lembrete sutil de que psicologia e adaptabilidade do piloto ainda importam tanto quanto a tecnologia de ponta.
O que vem a seguir:
Hamilton planeja continuar usando o carro real para feedback, mas provavelmente continuará evitando sessões de simulador antes dos fins de semana de corrida. Se seu desempenho se mantiver, espere que mais pilotos questionem se o tempo no simulador é realmente obrigatório.
Artigo original :https://www.gpblog.com/en/news/smedley-reveals-ferrari-guys-response-to-hamilton...






