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A aposta da Aston Martin para 2026: Design extremo de Newey encontra a potência Honda

A aposta da Aston Martin para 2026: Design extremo de Newey encontra a potência Honda

Resumo
A Aston Martin aposta alto em 2026: abandona o motor Mercedes, vira equipe de fábrica da Honda e coloca o lendário Adrian Newey no comando do projeto extremo do AMR26. O sucesso pode reescrever o grid, mas atrasos no desenvolvimento e desafios internos tornam a jornada arriscada.

A Aston Martin entra na temporada 2026 da Fórmula 1 como uma das maiores incógnitas, armada com um carro radical desenhado por Adrian Newey e uma nova unidade de potência Honda de fábrica. Após um shakedown privado em Barcelona revelar vislumbres de uma filosofia técnica extrema, a equipe lança oficialmente seu AMR26 sob expectativas altíssimas e desafios internos significativos.

Por que isso importa:

A temporada de 2026 representa um reset completo com novas regulamentações de chassis e unidade de potência, oferecendo uma oportunidade de ouro para as equipes darem um salto no grid. Para a Aston Martin, é uma aposta de alto risco: abandonar a referência do motor cliente Mercedes por uma parceria de fábrica com a Honda e apostar seu futuro no lendário, e agora líder da equipe, designer Adrian Newey. O sucesso poderia vê-los retornar à frente; o fracasso seria uma falha custosa em uma nova era.

Os Detalhes:

  • Revolução na Liderança: A mudança mais significativa é estrutural. Adrian Newey, após uma carreira de décadas como designer, agora lidera a equipe como parte de uma reestruturação gerencial. Essa mudança supostamente levou à saída de vários engenheiros e fez com que o ex-chefe Andy Cowell assumisse um papel de estratégia-chefe.
  • O Carro 'Newey': O AMR26, que estreou no quarto dia dos testes em Barcelona, chamou a atenção imediatamente. Rivais como o chefe da Williams, James Vowles, notaram seu design "muito extremo" e criativo, particularmente uma suspensão dianteira radical com um triângulo superior excepcionalmente inclinado.
  • Troca da Unidade de Potência: Após 16 anos como cliente Mercedes, a Aston Martin se torna uma equipe de fábrica da Honda. Este movimento reúne Newey à Honda, mas faz a equipe abandonar o que é amplamente considerado a melhor unidade de potência atual da F1 por uma incógnita, ainda que uma especificamente adaptada ao seu chassis.
  • Desafios Subjacentes: Apesar da promessa, o projeto enfrenta obstáculos. Newey revelou que a equipe iniciou seu programa no túnel de vento para 2026 com quatro meses de atraso, e o carro estava supostamente acima do peso nos primeiros testes. A equipe também completou a menor quilometragem em Barcelona.

O Panorama Geral:

As expectativas são imensas, alimentadas pela reputação incomparável de Newey, pelo investimento massivo de Lawrence Stroll e pela presença de Fernando Alonso. Pilotos como George Russell já mencionam a Aston como um potencial desafiante para os quatro grandes estabelecidos. No entanto, o histórico recente da equipe — um declínio acentuado de candidata a pódio no início de 2023 para uma sólida equipe do meio em 2025 — destaca uma luta persistente com o desenvolvimento durante a temporada. A nova era reseta o relógio, mas o desafio central de sustentar o desempenho permanece.

O que vem a seguir:

O objetivo imediato é recuperar a forma competitiva do início de 2023 e desafiar consistentemente por pódios. O verdadeiro teste será em Melbourne e além, pois a equipe deve provar que pode não apenas produzir um carro rápido, mas também desenvolvê-lo efetivamente contra os rivais. Com Alonso, de 44 anos, ainda performando em alto nível, o carro é a variável final. Se a aposta Newey-Honda der certo, a ordem do grid pode ser dramaticamente remodelada. Se não, levantará sérias questões sobre a trajetória de longo prazo da equipe neste novo ciclo regulatório.

Artigo original :https://www.motorsport.com/f1/news/mon-the-challenges-facing-aston-martin-ahead-...

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