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Alonso abandona GP do Canadá para 'parar a dor' do problema no assento

Alonso abandona GP do Canadá para 'parar a dor' do problema no assento

Resumo
Alonso abandona GP do Canadá por dor no assento; Aston Martin admite exagero no posicionamento do cockpit. Déficit de desempenho será resolvido apenas com novo motor e pacote aerodinâmico no segundo semestre.

Por 23 voltas em Montreal, Fernando Alonso lutou contra um desconforto que já havia arruinado parte do seu fim de semana. Até que a dor se tornou insuportável.

O veterano espanhol estacionou sua Aston Martin durante o GP do Canadá após um problema contínuo no assento transformar uma corrida já difícil num suplício físico. Quando Alonso saiu do carro no Circuito Gilles Villeneuve, os pontos já estavam fora de alcance e o caos climático que a equipe esperava nunca chegou. Em vez de apostar numa reviravolta improvável, Alonso e a Aston Martin tomaram uma decisão direta: chega.

“Tivemos esse problema no assento, onde me sinto cada vez mais desconfortável a cada volta”, disse Alonso aos jornalistas. “A posição não parece a correta, e estávamos obviamente fora dos pontos, muito longe deles, e sem ameaça de chuva. Então decidimos parar a dor.”

O problema não era novo. Alonso já havia sentido o mesmo desconforto durante a corrida sprint de sábado, levando a Aston Martin a tentar modificações noturnas antes da prova principal de domingo. As mudanças não resolveram o problema.

Por que isso importa:

A aposentadoria de Alonso ressalta as exigências físicas extremas dos cockpits modernos da F1, onde os pilotos são colocados cada vez mais baixos em busca de ganho aerodinâmico. Também destaca as dificuldades competitivas mais profundas da Aston Martin – uma equipe que caiu para o fundo do grid e não pode perder seu piloto estrela por um desconforto evitável.

Os detalhes:

  • O chefe de pista da Aston Martin, Mike Krack, admitiu que a equipe pode ter exagerado no posicionamento do cockpit. “Ele está desconfortável há um tempo”, disse Krack. “É como um ponto de pressão que piora cada vez mais. Precisamos reconsiderar um pouco o posicionamento.”
  • Krack observou que os carros modernos forçam os pilotos a “posições mais deitadas” enquanto as equipes priorizam a aerodinâmica. “Talvez tenhamos ido longe demais”, acrescentou.
  • Alonso mostrou breve promessa no início da corrida, atacando com pneus macios enquanto rivais sofriam com intermediates, chegando a entrar no top 10. “Pude correr mais riscos”, disse. Mas quando as condições se estabilizaram, ele caiu para a “nossa posição natural no fundo do grid”.
  • O bicampeão insistiu que a Aston Martin está fazendo progressos incrementais nos bastidores – melhora na sincronização do câmbio e redução de marcha – mas reconheceu que a diferença fundamental de “três segundos de ritmo” exigirá novo motor e peças aerodinâmicas no segundo semestre.

O que vem a seguir:

Alonso espera pequenos ajustes no acerto antes de Mônaco, mas o déficit mais profundo de desempenho não será resolvido antes da pausa de verão. “O problema fundamental virá da potência do motor e do pacote aerodinâmico”, disse. “E isso só chegará na segunda parte do ano.”

Artigo original :https://f1i.com/news/565217-alonso-quit-canadian-gp-to-stop-the-pain-from-seat-o...

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