
Alonso compara dificuldades iniciais da Aston Martin à temporada 2023 da McLaren e vê "potencial gigantesco"
Fernando Alonso acredita que a situação atual da Aston Martin reflete o início difícil da McLaren na temporada de 2023, expressando confiança de que há um "potencial gigantesco" a ser desbloqueado uma vez que os problemas fundamentais da unidade de potência sejam resolvidos. A equipe, lutando no fundo do grid após a mudança para a motorização Honda, completou sua primeira distância de corrida completa do ano no Japão, marcando um passo pequeno, mas crucial, em sua recuperação.
Por que é importante:
A queda dramática da Aston Martin, de candidata regular ao pódio em 2023 para o fundo do grid em 2026, sublinha o imenso desafio de uma nova parceria de unidade de potência na era atual da F1. A comparação de Alonso com a McLaren — uma equipe que foi de lanterninha a candidata ao título em duas temporadas — fornece um plano tangível e esperançoso de recuperação, mas também destaca a paciência e o desenvolvimento implacável necessários para escalar posições.
Os detalhes:
- O Problema Central: A questão principal é a vibração severa da unidade de potência Honda quando instalada no chassi AMR26, causando problemas significativos de confiabilidade, particularmente com o pacote de baterias. A Honda afirma que a vibração está dentro dos limites no banco de testes, mas se intensifica no carro.
- Sinais de Progresso: Apesar de Alonso ter abandonado na China devido ao desconforto físico causado pelas vibrações, a equipe conseguiu completar uma distância de corrida completa no Japão. Alonso observa que o entendimento sobre a dirigibilidade e o deployment melhorou desde o Bahrein.
- Realidade do Desempenho: O ritmo atual do carro é suficiente apenas para o fundo do grid. A liderança da equipe sugere que o chassi em si poderia ser um candidato ao top 5 se não fosse pelos déficits da unidade de potência.
- Filosofia de Atualizações: As atualizações recentes no Japão (asa dianteira, borda do assoalho) não são para ganhos imediatos de performance, mas são ferramentas de diagnóstico para confirmar o entendimento da equipe sobre os problemas do carro e validar a direção de desenvolvimento na fábrica.
- Mentalidade de Alonso: O bicampeão enfatiza a necessidade de paciência, unidade e de dar tempo às fábricas para consertar "coisas fundamentais", reconhecendo que o pacote atual não é competitivo.
O que vem a seguir:
O foco está em uma recuperação em médio prazo, com Alonso citando "alguns meses" como uma linha do tempo potencial para um pacote mais competitivo, enquanto admite que uma arrancada no fim da temporada no estilo McLaren é um "cenário dos sonhos".
- A fábrica está trabalhando em soluções para a vibração e o déficit de potência, com Alonso confirmando sinais positivos em projetos em andamento.
- O pipeline de desenvolvimento significa que atualizações significativas provavelmente só chegarão em meados do verão (julho/agosto), pois as ideias precisam passar por simulação, produção e testes na pista.
- A segunda metade da temporada é o alvo para uma posição competitiva muito melhorada, desde que as causas raízes sejam corretamente identificadas e resolvidas.
Artigo original :https://www.planetf1.com/news/fernando-alonso-aston-martin-struggles-mclaren-202...






