
Verstappen frustrado com regras de 2026 da F1, sugere preocupações com segurança após dificuldades em Suzuka
Três corridas após o início da temporada 2026 da Fórmula 1, Max Verstappen se encontra em um distante nono lugar no campeonato, com apenas 12 pontos, enquanto sua Red Bull sofre com os novos regulamentos técnicos do esporte. O tetracampeão mundial expressou profunda frustração após o Grande Prêmio do Japão, onde foi eliminado no Q2 e passou a corrida preso atrás de um Alpine, incapaz de ultrapassar devido às regras restritivas de gerenciamento de energia. Verstappen também apontou o enorme acidente de 50G de Oliver Bearman em Suzuka como um sintoma das perigosas diferenças de velocidade criadas pela nova fórmula de unidades de potência, sugerindo sarcasticamente que a FIA talvez precise invocar a 'segurança' para forçar mudanças.
Por que é importante:
O desencanto público de Verstappen e os perigos visíveis na pista destacam uma potencial crise para a nova era da F1. Os regulamentos de 2026, projetados para promover corridas mais disputadas e sustentabilidade, estão, em vez disso, criando corridas processionais e riscos significativos de segurança devido a extremas diferenças de desempenho entre carros em diferentes modos de energia. Com a maior estrela do esporte questionando sua motivação futura, a pressão aumenta por uma intervenção regulatória rápida.
Os detalhes:
- Um pacote não competitivo: Verstappen confirmou que os problemas da Red Bull são holísticos, afirmando "definitivamente temos muito mais trabalho a fazer no carro" e citando problemas de estabilidade com um novo pacote trazido para Suzuka.
- O problema das ultrapassagens: A questão central é o gerenciamento de energia. Os pilotos não podem implantar a potência da bateria para ultrapassar em uma reta sem ficarem indefesos na seguinte, pois não há tempo suficiente para recarregar. Verstappen descreveu ter passado Pierre Gasly apenas para perder a posição imediatamente porque não tinha "bateria na próxima reta".
- Um diferencial perigoso: O incidente envolvendo Oliver Bearman e Franco Colapinto, com uma velocidade de fechamento de 45 km/h, exemplificou o perigo. Verstappen observou que quando um carro está "preso sem potência" e outro usa o 'modo cogumelo' total, a diferença pode ser de 50-60 km/h, criando situações imprevisíveis e perigosas semelhantes a "mover-se sob frenagem".
- Uma experiência comprometida: O lendário circuito de Suzuka pareceu fundamentalmente diferente. Os pilotos não podem passar por curvas como a 130R com pé fundo porque a bateria corta, desacelerando o carro artificialmente. Verstapen lamentou que, para ser mais rápido no qualificatório, agora você "precisa basicamente ir mais devagar".
O que vem a seguir:
O tempo está se esgotando para a FIA e a Fórmula 1 corrigirem essas falhas fundamentais. A sugestão mal disfarçada de Verstappen de que a 'segurança' poderia ser usada como uma alavanca para mudanças indica a crescente urgência.
- Foco no curto prazo: Red Bull e Verstappen usarão o próximo intervalo para entender seu problemático novo pacote e buscar mais estabilidade e uma melhor calibração do deployment (liberação de energia).
- Pressão regulatória: Os comentários pontuais do piloto se somam a um coro de críticas de equipes e outros pilotos, aumentando a probabilidade de ajustes nas regras no meio da temporada, especialmente em relação à liberação de energia e modos de ultrapassagem.
- Uma questão mais ampla: Além dos reparos imediatos, a motivação minguante de Verstappen—"Todos os dias que acordo, eu me convenço de novo"—representa um desafio de longo prazo para o esporte se sua competição principal permanecer fundamentalmente desagradável para seus melhores performers.
Artigo original :https://www.motorsport.com/f1/news/max-verstappens-take-on-red-bulls-problems-ol...






