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O Plano da F2 e da F3 para Controlar Custos

O Plano da F2 e da F3 para Controlar Custos

Resumo
Para que a F1 não seja um esporte apenas para ricos, a F2 e F3 adotam um plano rigoroso de controle de custos, cobrindo frete e limitando equipes, garantindo que o talento, e não o dinheiro, seja o que define os futuros campeões.

Embora a subida para a Fórmula 1 seja notoriamente cara, os campeonatos de F2 e F3 têm uma estratégia multifacetada para manter os custos gerenciáveis para equipes e pilotos. O CEO da categoria, Bruno Michel, detalha como medidas como o custeio do frete e a limitação de pessoal são cruciais para garantir que as séries de acesso continuem sendo um caminho viável para o talento, e não apenas para os mais afortunados.

Por que isso importa:

A barreira financeira é uma das maiores ameaças ao pool de talentos do automobilismo. Sem um controle de custos agressivo nas principais categorias de base, a F1 corre o risco de se tornar um clube exclusivo para pilotos ricos, podendo marginalizar talentos de classe mundial que não têm respaldo financeiro. Os esforços da F2 e da F3 são essenciais para manter o ideal meritocrático de que a competição deve ser decidida na pista, não na conta bancária.

Os detalhes:

  • Suporte Logístico: A categoria arca com os custos significativos de frete aéreo e marítimo para as equipes, que viajam pelo mundo junto com a F1, reduzindo drasticamente a maior despesa operacional de uma equipe.
  • Limite de Pessoal: As equipes são restritas a apenas 12 funcionários operacionais na F2 e 10 na F3, forçando a eficiência e limitando a despesa com salários.
  • Parcerias de Pneus e Combustível: Um acordo chave com a Aramco fornece combustível gratuito a todas as equipes, enquanto a parceria com a Pirelli garante pneus significativamente mais baratos que seus equivalentes na F1. O número de pneus disponíveis por fim de semana também é estritamente limitado.
  • Chassi com Custo-Benefício: Os próprios carros são projetados para atender aos mais altos padrões de segurança, permanecendo o mais acessíveis possível para evitar uma corrida armamentista tecnológica neste nível.

O quadro geral:

A filosofia de Michel é clara: F2 e F3 não tentam ser baratas, mas sim ter um bom custo-benefício. Cada decisão financeira é filtrada pela missão principal de ser o campo de treinamento definitivo para as futuras estrelas da F1. Ao controlar as variáveis que podem — como logística e consumíveis — as séries criam um campo de jogo mais nivelado, onde o talento do piloto pode ser o grande diferenciador, preservando a integridade da escada do automobilismo.

Artigo original :https://www.gpblog.com/en/interview/not-just-for-millionaires-how-formula-2-rema...

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