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Explicado: Como funciona o novo sistema ADUO de desenvolvimento de motores na F1

Explicado: Como funciona o novo sistema ADUO de desenvolvimento de motores na F1

Resumo
ADUO oferece horas extras de teste e tokens de upgrade para quem está atrás, buscando equilibrar as potências e impedir domínio da Mercedes.

Por que isso importa

A criação do ADUO representa uma mudança de filosofia nas regras de motores: de um desenvolvimento congelado para um mecanismo de balanceamento ao longo da temporada. Se funcionar, impede que a vantagem de potência da Mercedes crie um domínio absoluto, tornando as corridas mais próximas. Para fabricantes como a Honda, que ainda estão muito atrás, o ADUO pode ser a tábua de salvação.

Os detalhes

  • Mecanismo central: O ADUO age como um Balanceamento de Performance (BoP), mas ao contrário dos ajustes que “freiam” o líder, ele dá às equipes atrasadas a oportunidade de acelerar seu desenvolvimento, concedendo horas extras no dinamômetro e tokens de upgrade.
  • Faixas de desempenho: O número de upgrades está atrelado ao déficit de potência. Quem fica entre 2 %‑4 % abaixo da referência (hoje a Mercedes) recebe um upgrade extra; quem tem mais de 4 % de desvantagem ganha dois, faixa em que a Honda supostamente se encontra.
  • Calendário de avaliação: A FIA revisa formalmente todos os power‑units a cada seis corridas, aplicando as regras do ADUO. Isso cria uma janela de correção no meio da temporada, evitando que equipes esperem até o inverno inteiro.
  • Dilema de cronograma: Com o cancelamento dos GPs da Arábia Saudita e do Bahrein, o primeiro ponto de avaliação de seis corridas foi movido para depois de Mônaco, e não mais para Miami. A FIA cogita avançar essa análise para dar mais flexibilidade, mas ainda não está claro se a Mercedes apoiará uma revisão mais cedo, que poderia acelerar a recuperação dos rivais.

O que vem a seguir

O foco agora está na primeira avaliação oficial de desempenho – se acontecer depois de Mônaco ou antes, isso definirá o tom do ADUO na sua temporada inaugural. Times abastecidos por motores Mercedes, como McLaren, Ferrari e Aston Martin, observarão atentamente, pois uma convergência nas performances pode mudar a ordem competitiva. O sucesso do ADUO em apertar o campo sem sufocar a inovação será o grande enredo da temporada 2026 e pode virar um modelo para regulações futuras.

Artigo original :https://www.gpblog.com/en/news/aduo-explained-how-f1s-new-engine-balancing-syste...

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