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Ecclestone critica rumo da Liberty Media na F1 e revela do que sente mais falta

Ecclestone critica rumo da Liberty Media na F1 e revela do que sente mais falta

Resumo
Bernie Ecclestone critica a Liberty Media pelo excesso de corridas e os Sprints, alegando que a F1 perdeu sua exclusividade. O ex-chefe revelou preferir os negócios às pistas.

Bernie Ecclestone fez uma aparição rara no paddock do GP da Áustria para dar sua avaliação sincera e sem filtros sobre a Fórmula 1 sob a gestão da Liberty Media. Ele criticou duramente o calendário recorde de 24 corridas e os fins de semana de Sprint, confessando que ainda sente falta do "jogo de cintura" das negociações financeiras do esporte.

Por que isso importa

Como o arquiteto do império comercial da F1 por quase quatro décadas, as opiniões brutas de Ecclestone continuam sendo um barômetro significativo para a saúde cultural da categoria. Suas críticas evidenciam a tensão crescente entre a expansão focada em entretenimento da Liberty Media e a experiência tradicional de um Grande Prêmio, ecoando preocupações no paddock de que o crescimento implacável corre o risco de diluir o prestígio de cada corrida e levar as equipes ao esgotamento (burnout).

Os detalhes

  • Sobrecarga do calendário: Ecclestone argumentou que um cronograma de 24 corridas é "errado para todos, inclusive para o público". Segundo ele, quando os fãs perdem uma corrida, eles simplesmente esperam o próximo evento em algumas semanas, o que retira a significância única e o sentimento especial de cada GP.
  • Confusão com os Sprints: Ele foi igualmente desdenhoso em relação aos fins de semana de Sprint, afirmando categoricamente: "Não faço ideia do que se trata isso", reforçando a crença de que o formato agrega pouco valor à estrutura central do fim de semana.
  • Negócios acima das pistas: O nonagenário admitiu sentir muito mais falta de estruturar acordos financeiros do que de assistir ao espetáculo na pista. Ele notou que, durante sua gestão, nunca se deu ao trabalho de ver as corridas até o fim. "Eu alguma vez parei para ver o final de uma corrida? Não", disse ele. "Eu fazia o meu trabalho".
  • Aprovação seletiva: Apesar das ressalvas, Ecclestone admitiu que a Liberty Media atingiu seu objetivo de tornar a F1 "um pouco mais americana" e apoiou a mudança para uma fórmula de motores revisada, mostrando-se pragmático quanto a mudanças que protejam o futuro comercial do esporte.

Nas entrelinhas

As latest declarações de Ecclestone moldam o desafio central da atual liderança da F1: sustentar um crescimento global explosivo sem sacrificar a exclusividade. Embora a Liberty Media tenha transformado a F1 em uma potência do entretenimento mainstream, o ceticismo do ex-supremo reflete um debate em toda a indústria sobre onde está o limite. Sua nostalgia pelos negócios em detrimento das corridas oferece um vislumbre revelador de como o campeonato foi gerido por décadas: primeiro como um negócio, depois como um esporte motorizado.

Artigo original :https://f1i.com/news/567847-ecclestone-reveals-what-he-still-misses-about-managi...

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