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Damon Hill critica tática de "corridas de glória" da Ferrari nos testes

Damon Hill critica tática de "corridas de glória" da Ferrari nos testes

Resumo
Ex-campeão da F1 Damon Hill critica a estratégia da Ferrari de buscar 'voltas de glória' com pouco combustível nos testes, destacando a desconexão histórica entre seu desempenho nos testes e a falta de títulos. Um alerta para não supervalorizar os tempos da pré-temporada.

O ex-campeão mundial de F1 Damon Hill criticou a prática de longa data da Ferrari de usar cargas leves de combustível durante os testes pré-temporada para marcar tempos de volta impressionantes, classificando-a como uma estratégia "completamente inútil" que acaba não se traduzindo em sucesso no campeonato. A Scuderia liderou os tempos dos testes cinco vezes na última década, incluindo um P1 não oficial no shakedown recente em Barcelona, mas não venceu um título em nenhuma das temporadas subsequentes.

Por que é importante:

A crítica de Hill destaca uma desconexão persistente entre o desempenho da Ferrari nos testes e sua competitividade real no dia da corrida. Essa prática de priorizar manchetes de curto prazo, favoráveis à mídia, em vez de dados genuínos de desenvolvimento de longo prazo, pode enganar a apaixonada base de fãs da equipe e potencialmente até seus próprios engenheiros, criando expectativas irreais para a temporada que se aproxima.

Os detalhes:

  • Hill, campeão mundial de 1996, apontou um padrão histórico em que a Ferrari sente "a pressão de simplesmente conseguir um tempo de volta" para satisfazer patrocinadores, mídia e os Tifosi.
  • Ele contrastou isso com a abordagem de sua dominante equipe Williams em meados dos anos 1990, que usava cargas pesadas de combustível para esconder deliberadamente seu ritmo verdadeiro dos rivais.
  • O ex-campeão também citou outros culpados históricos da prática, como a Arrows de Tom Walkinshaw e a Jordan Grand Prix, equipes que buscavam um "impulso" temporário para as relações com patrocinadores.
  • Hill elogiou a Red Bull Racing por sua abordagem disciplinada, afirmando que eles são "muito bons em guardar sua pólvora seca e não mostrar suas cartas" durante os testes.

O panorama geral:

O último Campeonato de Pilotos da Ferrari veio em 2007 com Kimi Räikkönen, e seu último título de Construtores foi em 2008. Apesar das frequentes promessas nos testes de inverno — incluindo uma temporada de 2016 em que lideraram os testes, mas não venceram uma única corrida — a equipe consistentemente fica aquém quando a batalha pelo campeonato começa de verdade. Esse ciclo recorrente levanta questões sobre se a busca por 'corridas de glória' vem às custas da coleta de dados mais valiosos, de longas corridas com combustível pesado, que melhor simulam as condições de prova.

O que vem a seguir:

O verdadeiro teste começa no Grande Prêmio de abertura da temporada. Os comentários de Hill servem como um alerta para fãs e analistas: os tempos de volta da pré-temporada, especialmente voltas rápidas isoladas, são um indicador notoriamente não confiável da verdadeira hierarquia. Todos os olhos estarão sobre se o SF-24 da Ferrari conseguirá manter sua velocidade dos testes sob as cargas completas de combustível e a pressão competitiva de um fim de semana de corrida, ou se o padrão de invernos promissores e verões decepcionantes continuará.

Artigo original :https://www.planetf1.com/news/ferraris-utterly-pointless-test-antics-called-out-...

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