
Colapinto relembra "susto perigoso" a mais de 200 km/h com Lawson na largada do GP da Austrália
Franco Colapinto, da Alpine, evitou por pouco uma colisão em alta velocidade na largada do Grande Prêmio da Austrália, revelando que já estava acima de 200 km/h quando precisou desviar de um Liam Lawson com perda de potência. O incidente destacou preocupações significativas de segurança em torno dos novos regulamentos de unidades de potência de 2026, com vários pilotos alertando que situações semelhantes podem levar a um acidente grave.
Por que isso importa:
O quase-acidente revela uma falha crítica e potencialmente perigosa na era atual da Fórmula 1. Com as novas unidades híbridas 50/50 se mostrando difíceis de lançar com consistência, um carro que "morre" ou sofre perda de potência no grid cria um diferencial de velocidade extremo. Isso representa um dos maiores riscos na pista, pois os pilotos que se aproximam em velocidade máxima de corrida têm tempo mínimo para reagir, transformando as largadas em uma loteria de alto risco.
Os detalhes:
- O incidente ocorreu quando o grid acelerava em Albert Park. O carro da Racing Bulls de Liam Lawson sofreu uma perda total de potência, ficando parado enquanto Colapinto, largando da 16ª posição, ganhava velocidade rapidamente atrás dele.
- Colapinto descreveu o momento como "assustador" e "perigoso", observando que as imagens onboard mostraram que a situação foi ainda mais apertada do que ele percebeu dentro do carro.
- Reações dos Pilotos: O evento gerou comentários fortes de todo o paddock.
- Sergio Perez (Cadillac): Alertou que "é só uma questão de tempo até um acidente enorme acontecer", citando as velocidades extremas alcançadas em segundos e a imprevisibilidade das largadas com a nova unidade de potência.
- Esteban Ocon (Alpine): Chamou de uma situação "assustadora" e afirmou que um carro parando na frente de outro seria "um dos piores acidentes que se pode ter".
- Lance Stroll (Aston Martin): Criticou os novos regulamentos "supercomplicados" como a causa raiz de tais problemas.
- Causa Raiz: O problema vem das unidades de potência de 2026, que têm uma divisão 50/50 entre energia elétrica e combustão, mas removeram o MGU-H. Esse componente ajudava anteriormente a gerenciar rotações mais baixas, e sua ausência tornou excepcionalmente difícil para todas as equipes alcançar um procedimento de largada consistente e confiável.
O que vem a seguir:
Embora os pilotos reconheçam que as equipes naturalmente melhorarão seus procedimentos de largada com o tempo, há um apelo unânime por atenção imediata para mitigar o risco antes que um acidente grave ocorra.
- Colapinto expressou esperança de que os sistemas e procedimentos das equipes evoluam, mas ressaltou que, no momento, a situação continua "um pouco perigosa" e pode exigir um "conserto" para deixar os pilotos mais preparados.
- O sistema de luz azul de pré-aviso da FIA, usado em Melbourne, foi considerado insuficiente para evitar esse tipo de incidente, sugerindo que mais soluções regulatórias ou técnicas podem ser necessárias.
- O consenso é claro: se esses problemas imprevisíveis de largada persistirem todo fim de semana, uma colisão grave é inevitável. A pressão agora está sobre a FIA e as equipes para encontrarem uma solução que garanta a segurança durante o momento mais caótico de um Grande Prêmio.
Artigo original :https://www.planetf1.com/news/franco-colapinto-liam-lawson-200kmh-near-crash-aus...






